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LCOE: O menor custo de produção é produzir melhor, não simplesmente gastar menos

há 11 minutos
3 min de leitura

Quando falamos em eficiência no custo de geração de energia solar, é natural pensar primeiro em redução de custos. Gastar menos com a exploração do ativo parece significar uma usina mais eficiente, mas nem sempre essa relação é tão simples.


No setor de energia, um indicador ajuda a enxergar essa questão de maneira mais ampla: o LCOE, sigla para Levelized Cost of Energy, ou Custo Nivelado de Energia. É um indicador da indústria de energia, utilizado para avaliar diferentes tecnologias de geração, incluindo a solar fotovoltaica. De forma simplificada, o LCOE permite avaliar quanto custa produzir cada MWh de energia, considerando os investimentos, os custos de operação e manutenção e a energia gerada ao longo da vida útil do empreendimento, além do valor do dinheiro no tempo.


Essa diferença é importante porque uma redução de despesa, quando analisada de uma perspectiva mais ampla, pode não representar uma redução real do custo da energia produzida.


Um exemplo está nas rotinas de operação e manutenção. Reduzir a frequência da limpeza dos módulos ou do controle da vegetação pode diminuir uma despesa naquele momento. Porém, se essa economia resultar em perda de geração superior ao valor economizado, o custo para gerar cada MWh pode aumentar.


O mesmo raciocínio vale no sentido contrário. Investimentos em manutenção preventiva ou estratégias mais eficientes para a operação podem representar custos adicionais e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade, reduzir perdas e melhorar a disponibilidade dos ativos. Nesse cenário, gasta-se mais em determinado ponto da exploração do ativo para obter um resultado melhor no conjunto. Ao aumentar a geração, também é possível distribuir os custos fixos da usina por um volume maior de energia, reduzindo seu peso em cada MWh produzido. É por isso que eficiência não significa necessariamente gastar menos. Significa buscar a melhor relação entre os recursos utilizados e a energia efetivamente produzida.


Essa lógica também ajuda a entender a evolução recente do setor solar. À medida que a base instalada cresce, aumenta a experiência acumulada sobre a exploração dos ativos. Mais usinas em funcionamento significam mais dados, maior conhecimento sobre o comportamento dos equipamentos, evolução das rotinas de manutenção e controles mais capazes de identificar desvios, perdas e oportunidades de melhoria.


Quando comparamos o cenário de 2021 com o de 2026, portanto, não estamos falando apenas de um setor com maior capacidade instalada, mas também de uma operação com mais informações, tecnologias e controles para apoiar decisões. Esse amadurecimento contribui para reduzir riscos, antecipar problemas, planejar intervenções e avaliar com mais precisão onde uma economia faz sentido e onde um investimento adicional pode gerar um retorno operacional superior.


A evolução internacional da geração de energia solar reforça essa visão. Segundo a Lazard, empresa global de assessoria financeira que publica estudos sobre os custos de geração de energia, o LCOE médio estimado para usinas solares de grande porte no mercado norte-americano caiu cerca de 81% entre 2009 e 2026. Essa redução de longo prazo reflete uma combinação de fatores, que vai além da eficiência operacional. Ganhos tecnológicos, melhorias na implantação e nos equipamentos, condições de financiamento, custos de operação e manutenção e aumento do fator de capacidade também participaram desse processo.


Uma operação eficiente, portanto, precisa considerar produtividade, disponibilidade, manutenção, desempenho dos equipamentos, riscos e custos ao longo do tempo. Em determinadas situações, a melhor decisão será reduzir uma despesa. Em outras, será investir para obter um benefício maior durante a vida útil do ativo. No final, a questão não é simplesmente quanto custa manter uma usina em operação, mas quanto custa cada MWh que ela consegue efetivamente produzir.


Na GDSUN, essa visão se traduz na busca contínua pela excelência operacional, com investimentos na melhoria dos sistemas, na capacitação das equipes e na otimização de custos, além de iniciativas voltadas ao melhor desempenho da geração. São decisões que fazem parte de uma gestão orientada à eficiência dos ativos e à redução consistente do LCOE.




 
 
 

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