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  • 15 de set. de 2025


Na última semana de agosto, o time da GDSUN esteve na Intersolar South America 2025, em São Paulo, acompanhando de perto as novidades que estão movimentando o setor. A feira é o principal encontro da América Latina voltado para energia fotovoltaica, armazenamento, eletromobilidade e infraestrutura elétrica, reunindo empresas, especialistas e parceiros que estão moldando o futuro da transição energética.


A participação nos permitiu conhecer novas soluções e ter contato com tecnologias que estão transformando a forma como geramos, armazenamos e consumimos energia. Entre os destaques, lançamentos de sistemas de armazenamento mais eficientes e soluções integradas que conectam eletricidade, mobilidade e gestão inteligente.


Fica claro que o setor vive um momento decisivo, em que a inovação será o motor dessa próxima fase. Nesse cenário, a Intersolar se consolida como um verdadeiro hub de conhecimento, networking, negócios e tecnologia. É um ponto de convergência para quem busca compreender tendências, construir parcerias e impulsionar a transição energética no Brasil e na América Latina.


No dia 25 de agosto, durante a 4ª edição do Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, a ABGD realizou a primeira edição da Premiação Mulheres da Energia 2025, uma iniciativa para reconhecer a contribuição feminina na transformação do setor de energia no Brasil.


Foram 8 categorias: Liderança Executiva, Inovação e Tecnologia, Sustentabilidade e ESG, Jovem Talento, Empreendedorismo, Excelência Técnica, Impacto Social e Diversidade & Inclusão avaliadas em um processo rigoroso em três etapas, que envolveu especialistas do setor, pares de mercado e o comitê da ABGD.


A cerimônia, realizada no rooftop do Teatro Santander, em São Paulo, celebrou 24 finalistas e premiou profissionais que se destacam por sua excelência, inovação, liderança e impacto social.


Nossa CEO Simone Suarez recebeu o prêmio na categoria Liderança Executiva, como uma das lideranças femininas da energia no Brasil.


Agradecemos e parabenizamos a ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída 🇧🇷, representada por Carlos Evangelista e ZILDA COSTA, e o Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, idealizado por Lucia Abadia, por destacarem a diversidade e o protagonismo feminino na energia.


"Incorporar a economia circular ao nosso negócio é assumir responsabilidade por cada etapa do ciclo de vida dos nossos ativos, do início ao fim. É uma escolha consciente de contribuir ativamente para a evolução do setor e para um futuro que precisa ser, por definição, mais responsável." 


Na GDSUN, a responsabilidade com a sustentabilidade não termina com a geração de energia. O ciclo de vida dos equipamentos que operamos inclui o compromisso com o pós-consumo, a reciclagem e o reaproveitamento de materiais, em alinhamento com os princípios da economia circular e com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essa visão integrada faz parte da nossa estratégia de gestão ambiental e reforça nossa atuação como agente responsável dentro da cadeia de valor da geração de energia fotovoltaica.


Em 2024, conduzimos um projeto piloto bem-sucedido, no qual foram destinados à reciclagem aproximadamente 7,3 toneladas de resíduos, consolidando práticas que serviram de base para viabilizar esta operação estruturada em 2025. 


Este ano, entre os meses de maio e junho, concluímos a coleta e a destinação ambientalmente adequada de aproximadamente 50 toneladas de módulos solares avariados. O projeto envolveu diversas etapas logísticas, operacionais e técnicas, com o apoio de parceiros especializados em transporte e reciclagem, o que possibilitou a rastreabilidade e a conformidade ambiental de todo o processo. Os resíduos eram compostos por módulos completos, contendo vidro temperado, células fotovoltaicas, alumínio, polímeros e cabeamento.


A retirada desses equipamentos da operação foi motivada por diferentes fatores. Entre as principais causas estavam, a perda de eficiência energética ao longo do tempo, danos provocados por intempéries e falhas estruturais. São condições que fazem parte do ciclo natural de vida dos ativos fotovoltaicos e que devem se tornar cada vez mais comuns à medida que os projetos solares implantados avancem em sua maturidade operacional.

A execução logística dessa iniciativa apresentou uma série de desafios. A dispersão geográfica das usinas exigiu um planejamento detalhado, com atualização constante das rotas e das quantidades a serem coletadas. Além disso, a distância até os centros especializados em reciclagem trouxe complexidade ao transporte, exigindo integração entre diferentes equipes de campo para assegurar o acondicionamento e o carregamento seguro dos materiais. Todo o processo teve início em 12 de maio e foi concluído em 6 de junho, após um levantamento prévio detalhado conduzido pelas equipes locais.


Para a execução da coleta e do transporte, contamos com uma transportadora parceira, que assegurou o deslocamento seguro e rastreável de todo o material. Já a etapa de processamento e reciclagem foi feita em parceria com uma empresa especializada em economia circular e reciclagem de vidros industriais. A atuação desses parceiros foi essencial para garantir a qualidade e a regularidade de cada fase do processo.

Com os módulos devidamente coletados, o material foi encaminhado para a unidade de processamento, onde passou por uma etapa de triagem técnica e descaracterização industrial. A separação do vidro foi feita com cuidado para preservar sua integridade e permitir seu reaproveitamento como matéria-prima em outras cadeias produtivas, como cerâmica, tintas, abrasivos e isolantes térmicos.


Além do vidro, as estruturas metálicas, como o alumínio, foram removidas e encaminhadas para a indústria metalúrgica. O cobre presente nos cabos foi reciclado e destinado à produção de fios e motores. Já os polímeros e conectores foram segregados para coprocessamento ou reaproveitamento energético em fornos industriais. Todo o processo foi orientado por tecnologias específicas de moagem seletiva e separação, assegurando o melhor aproveitamento dos recursos e atendendo aos requisitos legais de destinação ambientalmente correta.


Em média, a composição dos módulos tratados apresentou 75% de vidro, 3% de metais e 17% de rejeitos. Os resíduos não recicláveis foram encaminhados para coprocessamento, evitando o envio para aterros convencionais e contribuindo para a redução do impacto ambiental.


Para garantir a rastreabilidade de cada etapa e a conformidade com a legislação vigente, a GDSUN recebeu o Certificado de Destinação Final (CDF), documento com validade legal que detalha o tipo, o volume dos resíduos e o destino de cada material. Com base nos aprendizados obtidos através desta operação, a GDSUN internalizou um tema de relevância ambiental global que é a preocupação com o ciclo de vida do produto, fazendo escolhas mais conscientes quanto ao descarte de seus equipamentos e materiais, para além do que é exigência legal. Este processo permitiu que a GDSUN descartasse seus módulos inservíveis por meio do modelo aterro zero, ou seja, sem destinar módulos ou partes deles a aterros sanitários, contribuindo assim para prolongar a vida útil dos aterros existentes e reinserindo o material como matéria-prima no processo produtivo de outras cadeias.


Essa iniciativa está diretamente alinhada aos compromissos assumidos pela GDSUN no âmbito do Pacto Global da ONU, com contribuições efetivas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre eles, destacamos o ODS 7, voltado para energia limpa e acessível; o ODS 9, que trata de indústria, inovação e infraestrutura; o ODS 11, relacionado a cidades e comunidades sustentáveis; o ODS 12, que aborda consumo e produção responsáveis; e o ODS 13, voltado para a ação climática. Além desses, reconhecemos impactos indiretos no ODS 8, que trata de trabalho decente e crescimento econômico, especialmente pela geração de emprego verde nas cadeias de reciclagem.


Ao estruturar um processo de reciclagem, reuso e destinação correta de resíduos, a GDSUN reforça seu papel como agente responsável pela transição para um modelo de economia circular no setor de energia solar. Mais do que atender a uma exigência legal, o projeto representa um passo importante para a consolidação de práticas de responsabilidade pós-consumo, com impactos positivos sobre a gestão ambiental, a governança corporativa e a geração de valor socioambiental.


Seguimos comprometidos em atuar com responsabilidade em todas as etapas do ciclo de vida dos equipamentos que operamos, influenciando positivamente nossos parceiros, fornecedores e o mercado como um todo na adoção de soluções sustentáveis.

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